Fonte: http://www2.camara.leg.br
A proposta viabilizará a abertura do capital e a captação de recursos nas bolsas
de valores por parte das micro e pequenas empresas.
A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 379/14, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que autoriza a inclusão no Simples Nacional
de empresas constituídas sob a forma de sociedade por ações. O projeto
altera a Estatuto da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06).
Segundo o autor, a proposta viabilizará a abertura do capital e a
captação de recursos nas bolsas de valores por parte das micro e
pequenas empresas. “Trata-se de uma mudança fundamental que vai
viabilizar o acesso das jovens empresas de tecnologia (startups) ao
mercado de capitais, reduzindo, assim, as barreiras ao financiamento dos
novos empreendimentos, barateando o custo da captação de recursos e
expandindo o mercado de capitais”, afirma.
Bezerra ressalta ainda que essas empresas são excelentes geradoras de
empregos e podem melhorar os índices de desenvolvimento econômico se
tiverem acesso ao mercado de capitais. “Com o capital relativamente
barato obtido nas Bolsas de Valores as micro e pequenas empresas poderão
competir mais forte tanto no mercado nacional quanto no internacional e
gerar mais emprego e renda”, complementa.
Tramitação
A proposta foi apensada ao Projeto de Lei Complementar 399/08,
que inclui no Simples Nacional as empresas de prestação de serviços de
arquitetura e agronomia. As propostas serão analisadas pelas comissões
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida,
serão votadas pelo Plenário.
O Blog tem a finalidade de divulgar temas, notícias e outros assuntos vinculados a contabilidade.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Apex-Brasil leva PMEs ao comércio exterior
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br (19/05/2014)
Pela primeira vez, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (Apex-Brasil) organiza uma missão empresarial para ajudar
empresas de pequeno e médio portes, com pouca ou nenhuma experiência em
comércio exterior, a vender seus produtos lá fora. Entre os dias 19 e 23
deste mês, 37 companhias embarcam para Colômbia e Peru com expectativa
de fechar negócios e ampliar o faturamento. Elas passaram pelo Projeto
Extensão Industrial Exportadora (Peiex), um programa da Apex para
capacitar empresas brasileiras iniciantes na atividade exportadora. A
missão também será integrada por mais 23 empresas que já têm know how em
exportação.
As companhias são principalmente dos setores de alimentos e bebidas,
casa e construção, moda e confecções, máquinas e equipamentos, e
cosméticos. O gerente de competitividade empresarial da Apex, Tiago
Terra, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a
Colômbia e o Peru foram escolhidos porque tiveram um crescimento forte
do consumo nos últimos anos e apresentaram grande potencial de mercado
para os produtos brasileiros. "A Colômbia tende a ser o nosso grande
parceiro no futuro por causa do crescimento do seu mercado doméstico",
explicou. Segundo ele, o país é mercado prioritário para 41 dos 74
projetos setoriais que a Agência desenvolve com as entidades
empresariais.
A Apex fez uma prospecção de mercado para identificar potenciais
compradores dos produtos brasileiros e agendou rodadas de negócios para
as empresas que integrarão a missão. "A empresa não vai se não tiver
certeza que vai sentar à mesa com compradores", destacou Terra.
O diretor-geral da Plastifluor Indústria e Comércio de Vedações,
Marcelo Santucci, disse que pretende conquistar mercado na América
Latina para exportar fita veda rosca, produto de uso massivo na
construção civil e que representa 80% do faturamento da empresa. Ele
explicou que apenas Brasil e Argentina fabricam o produto na região, mas
o principal fornecedor para os países da América Latina é a China.
Santucci disse que a Plastifluor tem uma atividade muito tímida de
exportação, mas quer atingir US$ 10 milhões em exportação nos próximos
quatro anos.
Rodrigo Spilla, responsável pela área de comércio exterior da Play
Park Brinquedos, fabricante de brinquedos infláveis, também pretende
disputar mercado com os produtos chineses. Segundo ele, os brinquedos
fabricados e exportados pela China são de baixa qualidade. Spilla
afirmou que a sua maior expectativa é em relação à Colômbia porque o
Peru não tem tradição no uso de brinquedos infláveis. Ele informou que
tem 16 reuniões de negócios agendadas na Colômbia.
A supervisora de venda no segmento de exportação da Conimel, Flávia
Neves, disse que a empresa exporta há três anos para a América do Sul e
Central, mas tem pouca entrada na Colômbia e no Peru. Segundo ela, a
empresa espera, ao participar da missão da Apex, encontrar
distribuidores para aumentar as exportações de materiais elétricos para
esses dois países. "Queremos definir um parceiro para uma venda mais
constante", afirmou.
Antes das reuniões de negócios, os representantes das empresas terão
que participar de seminários com autoridades da Colômbia e do Peru
ligadas ao comércio exterior. Também visitarão a parte logística dos
dois países, como portos. O objetivo é oferecer às empresas
conhecimentos necessários para a realização de negócios como regras para
importação e exportação, controles fitossanitários e questões cambiais.
Novo Refis da Crise deverá ser aprovado até o dia 2 de junho
Fonte: Fenacon
Abnor Gondim
Novo parcelamento de débitos tributários chamado de Refis da Crise
deverá ser aprovado até o dia 2 de junho pelo Congresso Nacional com a
previsão de maiores pagamentos no início para ajudar o governo a
equilibrar suas contas até o final deste ano.
Desta vez, a nova tentativa de reabertura do Refis da Crise contará com
o aval do governo e sem ameaça de veto pela presidente Dilma Rousseff,
como aconteceu na última quarta-feira na publicação da lei que resultou
da Medida Provisória (MP) 627.
Proposta nesse sentido foi incorporada à MP 638 de 2014, pelo relator
da comissão mista que analisa a matéria, deputado Gabriel Guimarães
(PT-MG). Para seguir à sanção presidencial, o texto precisa passar pela
Câmara e pelo Senado. A MP perde a validade no próximo dia 2.
"A comissão teve intenso diálogo juntamente com o governo para dar
solução para quem não tem como pagar, com dois dispositivos em que
grande parte dessas dívidas são pagas no ato da adesão", afirmou o
relator.
Na negociação, o relator mostrou que o Refis incorporado no texto do relator é diferente do vetado por Dilma. "A sociedade não deixará de receber recursos importantes para prestação de serviços e obras de infraestrutura", disse Guimarães.
O texto aprovado prevê que o devedor, com dívida até R$ 1 milhão, pague
10% do total na adesão ao Refis. Se a dívida for acima de R$ 1 milhão, a
empresa deverá pagar 20%. Em ambos os casos, o pagamento poderá ser
realizado em até cinco parcelas.
No texto vetado, o devedor deveria pagar um valor mínimo desde a adesão
até a consolidação do passivo, o que alargava o prazo de ingresso de
novos recursos nos cofres federais. Até hoje muitas empresas que
ingressaram na reabertura do Refis, no final do ano passado, relativos a
débitos contraídos até 2008, ainda não receberam a consolidação de seus
débitos. Portanto, não desembolsaram nenhum trocado.
O presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e
das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas
(Fenacon), Mario Elmir Berti, lamentou tal veto a MP 627, mas espera que
a MP 638 seja aprovada o quanto antes. "O Refis da Crise é uma
oportunidade para os contribuintes com dívidas com a União regularizarem
sua situação", afirmou.
Como novidade política, a autoria da proposta passa a ser de um
parlamentar fiel da base aliada e não de rebeldes do PMDB na Câmara
comandados pelo autor da emenda de reabertura do Refis, Eduardo Cunha
(RJ).
A reabertura do prazo do Refis já havia sido vetada em janeiro de 2013
pela presidente. Depois, ela concordou em reabrir o programa somente
para dívidas contraídas até 2008.
Ampliação
O relator incorporou a ampliação do parcelamento do Refis da Crise,
previstos pelas leis 11.941 de 2009 e 12.249 de 2010, para dívidas que
venceram até 31 de dezembro de 2013. Pelo texto apresentado, a adesão ao
Refis deve ser feita até 31 de agosto de 2014.
O parcelamento em andamento incorporou dívidas existentes até 2008. O Refis tinha sido inserido na MP 627, relatada pelo líder peemedebista Eduardo Cunha, que muda a forma de tributação dos lucros obtidos por multinacionais brasileiras advindos de suas controladas no exterior.
A MP 638 tratava da permissão para empresas habilitadas no programa
Inovar-Auto importem softwares, assim como equipamentos e suas peças de
reposição. No texto original encaminhado pelo Executivo, o benefício só
seria concedido se os produtos importados não tivessem similares
nacionais. O relator, em seu projeto de lei de conversão, retirou essa
obrigatoriedade.
O DCI apurou que recursos resultantes da reabertura do Refis vão ajudar
o governo a aumentar a arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de
2014, fixada em quase R$ 100 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto
(PIB) para o setor público consolidado. Isso tudo sem precisar subir
tributos em um ano eleitoral.
Neste ano, o governo já desistiu de aumentar os impostos sobre
cosméticos e adiou a entrada em vigor para setembro do aumento dos
impostos sobre bebidas frias (cervejas, refrigerantes, refrescos,
isotônicos e energéticos). Ao mesmo tempo, precisa de recursos para
fechar as contas neste ano por conta de mais gastos com o Bolsa Família e
com o setor de energia elétrica.
Em 2014 o governo injetará R$ 4 bilhões no setor elétrico, para cobrir
os custos extras das distribuidoras com o uso mais intenso das usinas
termelétricas, que produzem energia mais cara, e com a compra de energia
no mercado à vista, onde o preço atingiu patamar recorde.
16/05
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| Fonte: DCI - SP | |
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Coaf quer qualidade maior nas informações
Fonte: Fenacon
Para obter sucesso no processo de prevenção aos crimes de lavagem de
dinheiro ou atividades financeiras ilícitas é preciso mudar
comportamentos, disse o presidente do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues. Se antes a dificuldade
era fazer com que as instituições enviassem suas comunicações ao
conselho, o desafio atual é sofisticar a qualidade das informações que
chegam ao órgão, afirmou ele, durante palestra em evento organizado pela
Acrefi ontem.
"Estamos iniciando uma nova fase, mais focada na qualidade das
comunicações enviadas ao Coaf. Saímos da fase inicial que exige uma
série de mudanças de comportamento que tradicionalmente eram usados",
afirmou. "Vamos passando por várias fases. Agora estamos na fase de
sofisticar as relações", disse.
"O desafio é mudar. São muitas instituições e setores, fazer as pessoas absorverem é um processo longo", disse Rodrigues. Além disso, ele destacou que o próprio Coaf tem aperfeiçoado seus mecanismos e ferramentas com o tempo, e precisará também aperfeiçoar seu tamanho estrutural, ainda pequeno. O chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sergio Odilon dos Anjos, ressaltou que o sistema de supervisão e regulação adotado pelo Banco Central é "referência mundial". Durante palestra em evento sobre compliance organizado pela Acrefi, Odilon afirmou que o modelo de supervisão, considerado de sucesso, demonstra a "resiliência e capacidade de absorção de choques do nosso sistema financeiro". Ele destacou também a importância de regulação "intralegal" do sistema financeiro nacional. "A agilidade que o regulador tem é muito diferente da exigida para fazer uma lei", afirmou, destacando que outros países do mundo não possuem essa regulação "intralegal". "Nós pudemos fazer nossa ação imediata pós-crise por meio de resoluções e circulares em sua maioria", classificando como um "modelo de sucesso". Odilon afirmou ainda que a regulação de conduta ganha cada vez mais importância atualmente e que o Banco Central estimula que as associações e instituições "desenvolvam sistemas de autorregulamentação". "O departamento de normas foi criado em 1985 no Banco Central", afirmou. De acordo com ele, entre 1985 e início dos anos 90, com a situação de hiperinflação, a atuação do departamento do Banco Central era simplesmente de "reação" ao que acontecia, comportamento que mudou ao longo do tempo. |
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| Fonte: DCI – SP |
sexta-feira, 21 de março de 2014
Grupo de trabalho estudará solução para impedir fim da profissão de técnico em contabilidade
Extraído: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/03/20/
O dispositivo passou a fazer parte da norma que regulamenta a profissão dos contadores e dos técnicos em contabilidade, o Decreto-Lei 9.295, de 1946. Ainda de acordo com Lopes, este decreto vinha regendo “harmoniosamente” os dois segmentos até a edição da nova lei, em decorrência de MP que comportou uma “miscelânea suspeita” de modificações, inclusive para tratar do Programa Minha Casa, Minha Vida.
Oscar Lopes da Silva, que é especialista em contabilidade e
auditoria, salientou que não foi a medida provisória quem extinguiu a
profissão de técnico e que essa medida apenas regulamentou medida
adotada pela vigente Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de
1996, que retirou o curso da lista geral. Assim, lembrou o expositor, os
cursos técnicos na área estariam sendo ofertados de forma irregular.
Também professor universitário, Oscar Lopes foi quem mais questionou a qualidade da formação dos técnicos. De acordo com ele, os profissionais chegam ao mercado sem preparo adequado, depois de passar por cursos com carga reduzida e pouco conteúdo específico. Marcone de Souza, em contraposição, afirmou que também há problemas na formação dos bacharéis.
- Estou dizendo isso para que vocês nãos saiam daqui enganados, com falsas expectativas – ressaltou.
Um grupo de trabalho com participação da Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) estudará soluções para impedir o fim da profissão de técnico em
contabilidade. O objetivo é reunir nesse comitê o Conselho Federal de
Contabilidade (CFC), associações e sindicatos que representam bacharéis e
contadores de nível técnico, além de integrantes dos Ministérios do
Trabalho e Emprego e da Educação, conforme deliberação de audiência
pública realizada pela comissão nesta quinta-feira (20).
Em decorrência de norma aprovada em 2010 pelo Congresso, a atividade
passou a exigir formação de nível superior. A partir de 2015, os
registros serão concedidos apenas para os bacharéis em Ciências
Contábeis. Já os técnicos só poderão se registrar até 1º de junho do ano
que vem, sem prejuízo para os que até lá estejam licenciados,
atualmente perto de 188 mil profissionais.
- O assunto preocupa e creio que seja necessário novo encaminhamento –
opinou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que preside a comissão.
A audiência foi proposta pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Paulo
Davim (PV-RN). Paim também se mostrou preocupado com o risco de extinção
da profissão e apelou para uma saída que atenda aos dois segmentos da
atividade. A comissão deverá apresentar alternativas até o final de
abril.
O limite de prazo para acolhimento dos pedidos de registro de técnicos foi estabelecidos por meio da Lei 12.249, de 2010,
decorrente de uma medida provisória que originalmente tratava apenas de
incentivos para infraestrutura na indústria petrolífera. Segundo Luiz
Sérgio da Rosa Lopes, presidente da Federação dos Contabilistas nos
Estados nos Estados do Rio, Espírito Santo e Bahia, o dispositivo foi
uma de muitas emendas inseridas na MP durante a tramitação da matéria na
Câmara dos Deputados que adiante foram confirmadas pelo Senado.
O dispositivo passou a fazer parte da norma que regulamenta a profissão dos contadores e dos técnicos em contabilidade, o Decreto-Lei 9.295, de 1946. Ainda de acordo com Lopes, este decreto vinha regendo “harmoniosamente” os dois segmentos até a edição da nova lei, em decorrência de MP que comportou uma “miscelânea suspeita” de modificações, inclusive para tratar do Programa Minha Casa, Minha Vida.
- A esdrúxula lei é fruto das aberrações legislativas que correm em
nosso país, por iniciativa daqueles que querem atender interesses
minoritários – criticou Lopes.
Ao indagar sobre as motivações da medida, Lopes disse recusar a ideia
de que tenha sido adotada com o objetivo de “sufocar” os pequenos
escritórios - em sua maioria sob o comando de técnicos – e suprimir a
concorrência. A seu ver, nesse caso teria sido cometido um equívoco.
- O mercado encontrará outra solução, até mesmo por meio da supressão
da obrigatoriedade da escrituração contábil, em prejuízo dos próprios
contadores.
Para Lopes, que tem formação como contador, a restrição aos técnicos
também não interessa aos empresários, pois reduzirá a oferta de
prestadores de serviços contábeis, o que pode levar ao aumento dos
preços impostos pelo cartel dos bacharéis. Também mencionou o risco de
uma desassistência de profissionais da área em regiões do interior,
longe dos grandes centros. A seu ver, os bacharéis dificilmente vão
querer atuar nessas localidades.
O professor universitário Marcone Hahan de Souza, também contador,
igualmente defendeu a coexistência dos dois segmentos. Ele lembrou que o
Brasil é um país empreendedor, destacando-se nesse campo em segundo
lugar no mundo, havendo lugar e necessidade para bacharéis e técnicos.
Disse que há pontos similares nas atividades, mas também diferenças,
sendo destinados aos bacharéis atividades de auditoria e especialização
no campo acadêmico.
O professor também criticou os que defendem a extinção da profissão
dizendo que a formação do técnico não é adequada. Segundo ele, as provas
realizadas pelo CFC já atuam como filtro, selecionando os que estejam
aptos para atuar, tanto técnicos como bacharéis. Também observou que
hoje há atividades comuns entres os dois segmentos, mas também
especificidades.
Segundo Marcone de Souza, sempre “pairou uma nuvem” pela extinção dos
técnicos. Ele lembrou que o CFC já havia baixado uma resolução nesse
sentido, mas que foi derrubada na Justiça. A seu ver, um bom caminho
seria regulamentar o nível técnico por meio da regulamentação no campo
dos tecnólogos. Também sugeriu que, para uma melhor coexistência,
poderia se fazer segmentos mais claras das atividades, definindo que
pode ou não fazer perícia ou mesmo definindo limite de faturamento
empresarial que pode comportar a atuação apenas de técnicos na
contabilidade.
Cursos irregulares
Também professor universitário, Oscar Lopes foi quem mais questionou a qualidade da formação dos técnicos. De acordo com ele, os profissionais chegam ao mercado sem preparo adequado, depois de passar por cursos com carga reduzida e pouco conteúdo específico. Marcone de Souza, em contraposição, afirmou que também há problemas na formação dos bacharéis.
Discussão garantida
A defesa mais firme das medidas de restrição aos cursos técnicos
partiu de Zulmir Ivânio Breda, vice-presidente de Desenvolvimento
Profissional e Institucional do CFC, que representou o órgão. De acordo
com ele, a lei da profissão precisava ser atualizada e que a iniciativa
foi debatida amplamente em todo o país, por meio de audiências públicas,
disso resultando as sugestões levadas ao governo e ao Congresso.
- Pelo que se ouviu aqui, passou-se a ideia de que a proposta foi
elaborada em gabinetes fechados, sem qualquer discussão – rebateu.
Depois de reforçar as criticas aos cursos técnicos, ele disse que
apesar das deficiências de formação esse segmento pode exercer
praticamente todas as prerrogativas dos contadores, essa uma categoria
com cerca de 300 mil profissionais. Também disse que a área passou por
mudanças importantes nos últimos dez anos, desde quando o país foi
obrigado a fazer a convergência para os padrões internacionais de normas
contábeis, o que amplias as exigências sobre os profissionais.
Para Daniel Souza dos Santos, que preside o Sindicato dos
Contabilistas de Porto Alegre, é um contra-senso acabar com o nível
técnico no momento em que o governo se esforça para ampliar a formação
profissional no país. Ele trouxe para a comissão um abaixo-assinado com
apoio de mais de cem entidades pedido a revogação do dispositivo da lei
que extingue a possibilidade de registro a partir do ano que vem.
Alerta
Participou ainda da audiência o senador
José Pimentel (PT-CE), que também refutou afirmações de que a mudança
via medida provisória passou sem o devido debate. Ele também teve o
cuidado de esclarecer que qualquer nova solução não poderá nascer por
meio de projeto de lei de iniciativa do Legislativo. A prerrogativa
seria do Executivo, que responde pela iniciativa de propor lei para
regulamentar ou alterar estatutos de profissões.Exatamente por isso,
conforme o senador, que a extinção do curso aconteceu por meio da LDB,
cabendo à medida provisória apenas estabelecer prazo para o fim do
registro.
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