quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Alta dos preços ao consumidor nos EUA desacelera em julho; inflação permanece alta

 Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2021/08/11/altas-dos-precos-ao-consumidor-nos-eua-desacelera-em-julho-inflacao-permanece-alta.htm

Por Lindsay Dunsmuir

11/08/2021 09h58



WASHINGTON (Reuters) - O aumento dos preços ao consumidor nos Estados Unidos desacelerou em julho, mas a inflação em geral permaneceu historicamente alta em meio a interrupções na cadeia de suprimentos e uma demanda mais forte por serviços relacionados a viagens com a recuperação da atividade econômica.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,5% no mês passado, após alta de 0,9% em junho, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. 

Nos 12 meses até julho, o índice avançou 5,4%. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3%, após alta de 0,9% em junho. 

O chamado núcleo do índice subiu 4,3% em comparação anual, após avançar 4,5% em junho. As taxas de inflação anuais têm sido impulsionadas pela queda das leituras fracas da última primavera do cálculo, mas os chamados "efeitos de base" estão se estabilizando.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice geral aumentaria 0,5%, enquanto o núcleo teria alta de 0,4%.

A rápida recuperação econômica causou um descompasso entre a oferta e a demanda em alguns setores importantes, à medida que as empresas tentam refazer seus estoques e superar os obstáculos da cadeia de abastecimento que foram causados pela pandemia de Covid-19. Juros baixos e quase 6 trilhões de dólares em apoio do governo também impulsionaram a demanda, aumentando as pressões inflacionárias. 

A escassez global de semicondutores tem prejudicado a produção de automóveis, elevando os preços de carros e caminhões usados e respondendo por uma parcela expressiva do aumento da inflação nos últimos meses. 

O Federal Reserve dos EUA está prestando muita atenção às pressões nos preços, enquanto pondera quando começar a reduzir seu estímulo e a elevar os juros, que estão próximos de zero.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse que o banco central continua enxergando a alta da inflação como temporária, embora tenha reconhecido que ela pode persistir por mais tempo do que as autoridades previam. 

A campanha de vacinação nos Estados Unidos, com quase 170 milhões de norte-americanos imunizados contra a Covid-19, e a chegada do verão no Hemisfério Norte com menos restrições em relação ao ano passado, aumentaram a demanda por viagens aéreas e hospedagem. 

A medida de inflação preferida do Fed, o núcleo do PCE, saltou 3,5% em junho, o maior ganho desde dezembro de 1991, e algumas autoridades estão cada vez mais cautelosas com as pressões inflacionárias. 

Embora a inflação provavelmente tenha atingido seu pico, a expectativa é de que ela permaneça alta durante parte de 2022, já que os preços de muitos serviços relacionados a viagens ainda estão abaixo dos níveis pré-pandemia.



quinta-feira, 22 de julho de 2021

Vem aí o real digital

 

Vem aí o real digital

Cláudio Gradilone (16.07.2021)

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/vem-ai-o-real-digital/?fbclid=IwAR1E9gihDIrtVpREhV-RbdnGz7C7h2vfFflm3wx_ZhTT8fLW4MnPBZecDwI


Banco Central prepara o lançamento de uma versão inteligente da moeda brasileira. Ela pode revolucionar nossas transações financeiras.


O Banco Central do Brasil (BC) tem sido o principal vetor de modernização da economia brasileira. As iniciativas mais visíveis são o Pix e o Open Bank. O Pix é um sistema de transações gratuitas e instantâneas. O Open Bank (ou Open Finance, em sentido mais amplo) tornará o perfil financeiro dos cidadãos acessível a todos os bancos, aumentando a concorrência do setor. Agora, o BC prepara uma autêntica revolução, com o lançamento do real digital. É mais simples explicá-lo por meio de uma comparação com o que já existe. Ele não será nem como os reais que estão na carteira e na conta corrente do banco. Tampouco será como o bitcoin. “O real digital ainda está em fase de discussão, e ele pertencerá a uma nova categoria de moedas, as Central Bank Digital Currencies (CBDCs)”, disse à DINHEIRO o coordenador dos trabalhos do real digital do BC, Fabio Araujo. Como o assunto ainda está em discussão, não há muitos pormenores de como será o funcionamento no dia a dia. O que já se sabe é que o real digital vai “conversar” com os sistemas que já existem e poderá servir também para a internacionalização da economia brasileira (leia mais no quadro “Perguntas e respostas”).

A principal diferença entre o real digital e o bitcoin está na produção. O bitcoin é minerado, ou seja, emitido por qualquer pessoa. O real digital será fabricado no Banco Central e só será entregue aos cidadãos em troca de reais “tradicionais”. Ele terá funções como permitir pagamentos na internet das coisas (IoT). Explicando. Eletrodomésticos “inteligentes”, como uma máquina de lavar ou uma geladeira, podem “perceber” que os estoques domésticos de sabão em pó ou de leite estão baixos. Pela IoT, elas podem “conversar” com varejistas e encomendar esses produtos, que serão entregues na residência do consumidor.


“O real digital vai permitir maior flexibilidade, melhor adequação dos produtos às necessidades dos consumidores e custos de intermediação muito mais baixos”Fabio Araujo, coordenador do real digital do BC.

O real digital também permite o chamado “dinheiro inteligente”, em que serviços de assinatura podem ser renovados sem intervenção humana até determinados limites (o que permitirá controlar os pacotes de dados dos adolescentes da casa sem risco de enfarte ou infanticídio). Tudo isso já existe, mas necessita da intermediação de algum agente financeiro. Com o real digital, essa necessidade e esse custo desaparecem. “O real digital pode ser uma ferramenta nativa de liquidação das transações, permitindo maior flexibilidade, melhor adequação dos produtos às necessidades dos consumidores e custos de intermediação muito mais baixos”, disse Araujo.


MAIS CONTROLE As moedas digitais dos bancos centrais são uma tendência mundial. Segundo um levantamento do Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlementes, BIS), que centraliza essas instituições, oito em cada dez banqueiros centrais têm as CBDCs em suas agendas. As motivações são as mais diversas. Uma é a vontade de modernizar os sistemas bancários e de pagamentos. É a situação de países ricos como o Japão e a Suécia. Também vale a intenção de tornar os serviços financeiros mais acessíveis, exemplo de Bahamas e África do Sul. Ou controlar melhor para onde vai o dinheiro (Rússia) e facilitar a arrecadação de impostos (Turquia). Quaisquer que sejam os motivos declarados pelas autoridades, todos têm o mesmo objetivo: impedir que os bancos centrais percam o controle de suas moedas.

O surgimento de criptoativos como o bitcoin, que podem ser minerados por pessoas físicas e empresas, cancela, na prática, o monopólio do BC como produtor de dinheiro. Pode, no limite, tornar a política monetária ineficaz. Mais que isso, o ambiente desregulado e coletivo das criptomoedas lastreadas em blockchain pode criar uma economia monetária paralela e informal. Esse é o pesadelo dos banqueiros centrais e legisladores. A solução é criar um concorrente “controlável” para as criptomoedas. “Os BCs de países desenvolvidos já têm dificuldades enormes para controlar bancos e transações, e a situação piora nas nações menos avançadas” disse um ex-diretor do BC brasileiro que prefere não aparecer. “O risco de criar um sistema monetário internacional desregulamentado e sem controle de nenhum governo é grande demais. Daí a correria dos banqueiros centrais.”

NOVE PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O REAL DIGITAL

1. O que é o real digital?
O real digital será uma moeda virtual emitida pelo Banco Central (BC). Ele se insere em uma nova categoria, as moedas digitais dos bancos centrais, conhecidas pelo termo em inglês Central Bank Digital Currency (CDBC).

2. Qual a diferença com os reais “tradicionais”?

O real digital será um “token”, uma moeda inteligente. A intenção do BC é que ela sirva para estimular novos modelos de negócio em uma economia digital, facilitando transações e a implantação dos chamados smart contracts, contratos inteligentes. Outra diferença com os reais tradicionais é sua responsabilidade. Hoje, os reais depositados em sua conta corrente são de responsabilidade do seu banco. Os seus reais digitais serão uma responsabilidade direta do BC, em contas que ainda serão criadas.

3. Como eu consigo reais digitais?

Será preciso entregar reais tradicionais ao BC. Eles não serão minerados, como os bitcoins. Essas operações serão intermediadas por bancos, cooperativas ou fintechs, ou por um novo tipo de empresa que venha a ser estabelecida pelo Banco Central para o processamento das transações.

4. Para que vai servir o real digital?
A princípio, para todas as transações em que atualmente são usados reais tradicionais. Além delas, as transações de uma economia digital moderna, como internet das coisas, contratos inteligentes e dinheiro programável. O melhor exemplo é o da internet das coisas. Com o real digital, as transações entre equipamentos sem intervenção humana podem ocorrer sem problemas.

5. O que é o dinheiro programável, uma das funções possíveis do real digital?

O dinheiro programável é uma variação da internet das coisas. Sua aplicação mais didática é a dos serviços de assinatura com valor determinado. Por exemplo, pacotes de dados em telefones celulares. Atualmente, quando um cliente esgota seu pacote de dados, ele tem de esperar a próxima fatura ou entrar em contato com a operadora de celular para pedir mais. O dinheiro programável permitiria automatizar essas funções, e estabelecer um pagamento automático. Na avaliação do BC, será possível realizar, por exemplo, pagamentos por meio de drones e desenvolver sistemas que façam os carros pagarem automaticamente tarifas de pedágio e de estacionamento, sem a necessidade de intervenção humana nem de instalação de sistemas para isso.

6. O real digital vai passar pelos canais existentes, como o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o Pix?

Sim. Segundo o BC, uma das diretrizes do real digital é a chamada interoperabilidade. Ou seja, a moeda poderá ser usada nos meios de pagamento hoje disponíveis. Segundo o BC, a ideia é que o real digital sirva para fazer pagamentos por meio de bancos, instituições de pagamento ou outras empresas que vierem a ser reguladas. Será possível transferir reais digitais por meio do Pix, Doc e Ted, e também sacar os reais digitais na forma de dinheiro físico. A ideia é que o real digital tenha todas as funções e recursos do real tradicional, e mais algumas.

7. Será possível fazer transações internacionais com o real digital?

O BC avalia que sim, mas isso vai demorar, pois será necessário modernizar a legislação cambial, que é uma das mais complexas e travadas do mundo. O próprio Banco Central reconhece que ainda há um longo caminho para ser percorrido, mas afirma ser favorável a esse processo, pois a modernização legislativa melhora os padrões e as práticas de integração econômica internacional. Segundo o BC, a ideia é que em breve seja possível realizar transações internacionais via Pix, que deve ser a porta de acesso a um sistema global de pagamentos.






domingo, 27 de junho de 2021

Audiência Pública - Contabilidade Pública

 

Audiência Pública 

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) oferece à Audiência Pública as seguintes Minutas:

NBC TSP 33 - Instrumentos Financeiros: Divulgações

NBC TSP 32 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (Contabilidade de Hedge – Aplicação Residual)

NBC TSP 31 - Instrumentos Financeiros

NBC TSP 30 - Instrumentos Financeiros: Apresentação

As sugestões e os comentários devem ser enviados até o dia 1º de agosto de 2021  ao Conselho Federal de Contabilidade - endereço eletrônico: ap.nbc@cfc.org.br , fazendo referência à minuta.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Regulatory Assets and Regulatory Liabilities

 

O IASB emitiu um Exposure Draft sobre ativos e passivos regulatórios. Tema relevante para o setor elétrico.

As contribuições podem ser enviadas até junho/21.

Para quem tem interesse no tema, segue o link para consulta.

https://cdn.ifrs.org/-/media/project/rate-regulated-activities/published-documents/ed2021-rra.pdf?la=en

domingo, 24 de janeiro de 2021

Padrões de sustentabilidade: CFC e CPC enviam sugestões à consulta da Fundação IFRS

 Fonte: Padrões de sustentabilidade: CFC e CPC enviam sugestões à consulta da Fundação IFRS


Por Maristela Girotto
Comunicação CFC

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) enviou, no final de 2020, à Fundação IFRS, um documento com sugestões destinadas à audiência pública sobre relatórios de sustentabilidade. A Fundação IFRS é a organização responsável pela direção estratégica, supervisão e governança do International Accounting Standards Board (Iasb) – comitê que emite as normas International Financial Reporting Standards (IFRS) – e lançou a consulta, durante o ano passado, com a finalidade de avaliar a demanda global por padrões de sustentabilidade.

Encarregado de fazer a convergência das normas brasileiras de contabilidade ao padrão IFRS, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) também enviou uma carta-comentário com respostas às perguntas formuladas pela Fundação IFRS.

A consulta

A audiência pública da Fundação IFRS permaneceu aberta para comentários até o dia 31 de dezembro de 2020. Com essa iniciativa, os curadores da organização internacional buscaram informações sobre a demanda mundial por padrões de relatório de sustentabilidade e, em caso de ser de grande dimensão, em que medida a Fundação poderia contribuir para o desenvolvimento dessas normas.

Nos últimos anos, com o crescente foco nas questões ambientais, sociais e de governança – movimento conhecido pela sigla ESG –, houve o desenvolvimento de relatórios de sustentabilidade em várias partes do mundo. Com isso, diante dos pedidos de padronização desses relatórios, a Fundação IFRS publicou o documento de consulta para avaliar as opiniões das partes interessadas sobre a necessidade desses padrões globais e para medir o apoio que teria no desenvolvimento dessas normas.

A Fundação IFRS foi criada para desenvolver um único conjunto de padrões de contabilidade globalmente aceitos, trabalho desenvolvido por meio do Iasb, comitê que emite as normas.  Atualmente, o padrão IFRS é utilizado por mais de 140 países.

Clique para mais informações sobre o Consultation Paper on Sustainability Reporting.

Para saber mais sobre essa iniciativa, clique em Sustainability Reporting.

Contribuição do CFC

O CFC fez uma apresentação, à Fundação IFRS, sobre o seu papel institucional e sobre a atuação que tem em organismos internacionais, como a International Federation of Accountants (Ifac), o Grupo Latinoamericano de Emisores de Normas de Información Financiera (Glenif), o Comitê de Integração Latino Europa-América (Cilea) e a Associação Interamericana de Contabilidade (AIC).

No documento, o CFC citou que conduziu um estudo de uma norma de Relato Integrado, baseada na estrutura conceitual do International Integrated Reporting Council (IIRC), a qual poderá, a partir deste ano, ser adotada voluntariamente por entidades brasileiras.

Ainda, explicou que o Conselho é membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis e, por meio dessa interação, participou da elaboração da carta-comentário enviada à Fundação IFRS pelo CPC.

Em seguida, parabenizando a organização internacional pela iniciativa, o CFC fez comentários gerais sobre as questões.

“Acreditamos que há uma necessidade urgente de padrões de sustentabilidade, a serem emitidos pela Fundação IFRS, por meio da criação de um conselho específico, que deve ter representação adequada, boa governança, financiamento por várias partes interessadas e não deve se limitar a questões de mudanças climáticas, mas, sim, abranger questões ambientais, sociais e governamentais”, afirma o CFC no documento.

Para conhecer o conteúdo completo, clique AQUI.

Carta-comentário do CPC

Enviada à Fundação IFRS no dia 23 de dezembro, a carta-comentário do Comitê de Pronunciamentos Contábeis responde às perguntas da consulta.

A primeira questão do Consultation Paper queria saber se há necessidade de um conjunto global de padrões de relatórios de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente: em caso afirmativo, a Fundação IFRS deveria desempenhar um papel na definição desses padrões e expandir suas atividades nesta área? Em caso negativo, qual abordagem deveria ser adotada?

Para o CPC, um conjunto global de padrões de relatórios de sustentabilidade internacionalmente reconhecidos é uma necessidade, pois contribuiria para reduzir a proliferação das várias estruturas atualmente em vigor, que geram fragmentação e inconsistência e dificultam a comparabilidade. “Entendemos que a Fundação IFRS deve abraçar a criação de um novo conselho de definição de padrões encarregado de emitir normas de sustentabilidade, com o objetivo de serem adotados globalmente”, afirma o Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Para conhecer a posição do CPC sobre as onze perguntas da Fundação IFRS, clique AQUI.