sexta-feira, 8 de maio de 2026

Governo renova 14 concessões de energia por R$ 130 bi; Enel fica de fora

 Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/08/governo-renova-14-concessoes-energia-r-130-bi-enel-fora.ghtm

By: Wanderley Preite Sobrinho

Data: 08/05/2026


O governo federal assinou hoje a renovação antecipada de 14 concessões de distribuição de energia e exigiu R$ 130 bilhões em investimentos privados como contrapartida. Outras duas concessões já haviam sido renovadas. A Enel ficou de fora por causa de processos administrativos abertos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O que aconteceu

Os R$ 130 bilhões em investimentos não sairão dos cofres públicos. O montante representa o volume de investimentos que as distribuidoras privadas serão obrigadas a fazer até 2030 para garantir a renovação dos contratos.

A medida atinge 13 estados e beneficia cerca de 41,8 milhões de famílias. O objetivo principal é preparar o sistema elétrico nacional para a transição energética diante dos desafios climáticos.

A Enel ficou de fora do pacote de assinaturas. As unidades da empresa em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará não tiveram os contratos renovados em razão de processos administrativos abertos na Aneel.

A Enel São Paulo enfrenta um processo de caducidade. A agência reguladora avalia o cancelamento do contrato da concessionária paulista após sucessivas falhas no fornecimento de energia na capital e região metropolitana entre 2023 e 2025, quando a companhia falhou no atendimento a apagões recorrentes após fortes chuvas.

Em sua fala, o presidente Lula (PT) alfinetou a Enel sem mencionar o nome da distribuidora. Ele disse que se reuniu com a empresa, que é italiana, e com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. "A verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália. Nada.".

Ele também acenou ao empresariado. A antecipação da renovação das concessões, disse, "é uma demonstração de confiança de que (...) o Estado pode trabalhar em parceria com os empresários", disse.

O ministro de Minas e Energia prometeu elevar a qualidade do fornecimento de energia em regiões pobres. "Estamos afirmando que bairros mais pobres terão o mesmo padrão de serviço que os bairros mais ricos e, acima de tudo, que o Brasil passa a ter instrumentos mais firmes para responsabilizar distribuidoras que não cumprirem seus compromissos com a população", afirmou Alexandre Silveira.

Durante o evento, foram assinados 14 contratos. Outros dois, que contemplam Pernambuco e Espírito Santo, já foram renovados no primeiro trimestre.

Destino do dinheiro

Os novos contratos seguem exigências severas de qualidade. O governo reformulou as regras de concessão e definiu que o descumprimento das metas de fornecimento pode levar à quebra imediata do acordo com a distribuidora.

A maior parte do dinheiro vai para a resistência climática. Cerca de R$ 52 bilhões servirão para fortalecer a rede contra tempestades, além de financiar tecnologias de automação que permitem restaurar a energia mais rápido após apagões.

O plano também prevê a expansão da infraestrutura. As empresas vão construir novas subestações e trocar equipamentos antigos para suportar o crescimento industrial e atender áreas rurais e regiões de grandes eventos.


São Paulo e Bahia vão receber os maiores aportes. O estado paulista terá R$ 26,2 bilhões em investimentos, excluindo a área da Enel, enquanto o território baiano receberá R$ 24,8 bilhões. O Pará terá R$ 12,9 bilhões em investimentos, e o Rio de Janeiro, R$ 10 bilhões.





segunda-feira, 23 de junho de 2025

Iasb inicia revisão da IFRS 16

 

Iasb inicia revisão da IFRS 16

Extaído de: https://www.abrasca.org.br/noticias/sia-cia-1752-iasb-inicia-revisao-da-ifrs-16?utm_campaign=sc_1752&utm_medium=email&utm_source=RD%20Station


O objetivo da Consulta Pública é avaliar se a IFRS 16 está funcionando conforme o esperado para investidores, empresas, auditores e reguladores.

O International Accounting Standards Board (Iasb) publicou dia 17 de junho de 2025 uma Solicitação de Informações como parte de sua Revisão Pós-implementação da IFRS 16 Arrendamentos  (CPC 06 (R2) ). 

IFRS 16

A IFRS 16 é uma norma internacional de contabilidade que define os critérios para o reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação de arrendamentos. Em nossa jurisdição, a norma equivalente é o CPC 06 (R2). A IFRS 16 foi emitida em janeiro de 2016 e entrou em vigor em janeiro de 2019. Essa regra trouxe alterações significativas para os balanços das empresas, especialmente no registro de contratos de arrendamento.

Antes da IFRS 16, arrendamentos operacionais não eram registrados no balanço patrimonial. Com a nova norma, esses contratos passaram a ser reconhecidos como ativos e passivos, afetando indicadores financeiros e análises de endividamento.

A IFRS 16 teve como objetivo melhorar as informações que as empresas fornecem sobre seus contratos de arrendamento mercantil aos investidores e outros usuários das demonstrações financeiras. 

Revisão Pós-Implementação

As Revisões Pós-Implementação (Post-Implementation Review- PIR)  são uma parte vital do devido processo legal do Iasb. O Iasb realiza uma revisão alguns anos após a implementação de uma Norma para avaliar seus efeitos na prática.

Esta revisão avaliará se o IFRS 16 está funcionando conforme o esperado para investidores, empresas, auditores e reguladores. A Solicitação de Informações estará aberta para comentários até  15 de outubro de 2025.

A Abrasca, por meio da Comissão de Normas Contábeis (CANC), criará um Grupo de Trabalho (GT) para debater a revisão e responder aos questionamentos do Iasb.


sábado, 6 de abril de 2024

IFRS 18 - O que vai mudar?

 Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/ifrs-18-o-que-vai-mudar-gabriela-vasconcelos-phd-sqclf/?originalSubdomain=pt

Autoria: Gabriela Vasconcelos, PhD

Falo sobre contabilidade e reporte financeiro

IFRS 18: o que vai mudar?

Nos últimos dias você deve ter se surpreendido com a quantidade de publicações sobre a IFRS 18 nesta rede.

A IFRS 18 é uma norma contábil que será emitida no próximo dia 09/04/2024 e irá impactar COMO as informações contábeis são reportadas (apresentadas e divulgadas), com foco na DRE e notas explicativas.


É uma norma que vai REDEFINIR a comunicação corporativa sobre performance!


Em nosso primeiro artigo sobre a #IFRS18 (clique aqui para ler), nós demos o pano de fundo normativo sobre esse novo padrão, que é resultado de um antigo projeto do IASB voltado para melhorar as informações apresentadas nas demonstrações financeiras primárias (BP, DRE, DMPL e DFC).



 

sábado, 27 de janeiro de 2024

Curso de Ciências Contábeis terá uma “repaginada”, segundo o MEC

 Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/curso-de-ciencias-contabeis-tera-uma-repaginada-segundo-o-mec/

Data: 26/01/2024

Autoria: Ana Luzia Rodrigues

O Ministério da Educação (MEC) está prestes a oficializar mudanças na grade curricular do curso de Ciências Contábeis. O parecer (n.º 432/2023) já passou por aprovação na Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) em junho do ano passado.

Com a nova proposta, o trabalho de conclusão da graduação (TCC) passa a ser opcional e haverá a inclusão das atividades de extensão na grade curricular. Tudo visando maior interação entre instituições de ensino e sociedade. Além disso, o estágio se tornará obrigatório.

De acordo com o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), José Donizete Valentina, a mudança irá beneficiar os profissionais. A formação teve como base a ética na conduta das atividades, o compromisso com a governança e a sustentabilidade, a administração de conflitos, os relacionamentos interpessoais e a proatividade”.

Mudanças 

Os pontos de alteração têm como foco as competências abordadas no curso. Que passam a ser organizadas com ênfase no seu desenvolvimento, em suas habilidades e atitudes. Sempre com vistas à concepção de desenvolvimento sustentável. 

Todavia, além do TCC opcional, as atividades de extensão tiveram inclusão na grade curricular, visando maior interação entre instituições de ensino e sociedade.

Outra novidade diz respeito ao estágio supervisionado, que passa a ser obrigatório.  A nova proposta visa que os alunos sejam capazes de utilizar o pensamento científico, participar do processo decisório das diversas organizações, podendo atender às necessidades de informações de todas as partes interessadas, desenvolver perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática e atuar com isenção, comprometimento e ceticismo profissional.

De acordo com José Donizetti, o objetivo é formar profissionais com capacidade de cooperação, criativos, críticos, éticos e reflexivos, com formação técnica robusta

Dessa forma, outras qualidades importantes são a capacidade de integrar os saberes de Administração, da Economia, do Direito e de outros conhecimentos ligados ao setor das Ciências Contábeis. Além de utilizar os saberes de estatística, métodos quantitativos e matemática financeira como ferramentas de apoio na tomada de decisões.

O parecer aprovado pela Câmara de Educação Superior do CNE ocorreu com envolvimento e colaboração do CFC. Além das academias Nacional e Estaduais de Ciências Contábeis, dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs). Também de professores e instituições de ensino superior da área contábil de todo o país.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

CVM edita norma que torna documento emitido pelo CPC obrigatório para companhias abertas

 Fonte: https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/noticias/cvm-edita-norma-que-torna-documento-emitido-pelo-cpc-obrigatorio-para-companhias-abertas


Resolução alinha atos normativos emitidos pela Autarquia aos padrões internacionais

Publicado em 27/12/2023 10h27 Atualizado em 28/12/2023 10h04

"A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) edita hoje, 27/12/2023, a Resolução 197, que aprova o documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 24 (RCPC 24), emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e o torna obrigatório para as companhias abertas.

A norma visa alinhar as práticas contábeis aplicáveis às companhias abertas aos padrões emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), mantendo a convergência dos atos normativos emitidos pela CVM aos padrões internacionais. Neste caso, a Resolução contempla alterações trazidas pelos seguintes documentos: International Tax Reform – Pillar Two Model Rules e Supplier Finance Arrangements.

A proposta de alteração foi submetida à consulta pública (Consulta Pública SNC 07/23), encerrada em 8/11/2023.

Atenção

A Resolução CVM 197 entra em vigor em 29/12/2023, observando as seguintes datas:

  • alterações ao CPC 32 para os exercícios iniciados em, ou após, 1/1/2023.
  • alterações ao CPC 03 (R2) e CPC 40 (R1) para os exercícios sociais iniciados em, ou após, 1/1/2024.

Análise de Impacto Regulatório (AIR)

Por serem alterações para convergência às normas internacionais, não foi realizada análise de impacto regulatório (AIR), nos termos do art. 4º, VI, do Decreto 10.411/20."