quinta-feira, 15 de abril de 2010

Escolas do pensamento contábil III

Escola: Personalista
Data/Período: Segunda metade do séc XIX
Objeto de estudo: A materização física ou jurídica das contas
Personagens: Francisco Marchi/Giuseppe Cerboni/Giovanni Rossi
Contribuições: a)O estudo da gestão econômica e da organização interna da entidade. b) A introdução dos fundamentos da matemática financeira e c) Criação da metodologia logismográfica
Críticas: Feita por Fábio Besta que não concordava que a substância contábil, por ser essencialmente econômica, não poderia estar relacionada apenas pela natureza das contas.

O problema é mesmo o Fluxo de Caixa?

Reflexão do Ronaldo Carneiro Franco

"Na economia atual, onde convivemos com baixa inflação, estreita margem de lucro, grande competitividade e juros bancários altíssimos, planejar o fluxo de caixa é fundamental para a saúde das empresas.

Esse conceito é mais do que sabido para todo empresário e implicitamente é levado em consideração sempre.

O que ocorre, no entanto, em grande parte das pequenas e médias empresas, que conhecemos, é que o Fluxo de Caixa é um dos principais problemas na gestão dessas empresas.

A teoria, conhecida por todos, diz que precisam ter dinheiro em caixa na hora certa para pagar suas contas na hora certa, sem precisar recorrer a empréstimos, que custam caro.

A prática porem apresenta armadilhas sutis que vão corroendo o fluxo normal dos negócios.

Estamos falando daqueles pequenos atrasos dos clientes, ou de um prazo mais elástico que concedem para não perder a venda, ou ainda aquele descontinho a mais que foi preciso conceder, etc., etc.

Do outro lado, os prazos de pagamentos dos compromissos assumidos, por vezes não são condizentes com a realidade acima descrita.

De uma maneira geral todos os compromissos devem ser pagos nos prazos, mas salários, encargos, impostos, contas de energia, de água, etc. etc. não podem atrasar sob pena de altos custos financeiros ou da imagem da empresa.

De repente o empresário se vê sem recursos e sem saída para resolver o problema do fluxo de caixa.

Ai podem aparecer, outros problemas, como aquela entrada no cheque especial do sócio, ou aquele empréstimo do amigo, ou outro recurso qualquer que vai mais atrapalhar do que ajudar.

É preciso, portanto uma solução profissional e consistente para resolver os problemas do fluxo de caixa.

A solução é aparentemente simples, pois em uma planilha qualquer se pode anotar os compromissos assumidos e as entradas previstas nas respectivas datas futuras e prever se haverá necessidade ou não de caixa.

Não se pode esquecer-se dos saldos atuais das contas bancárias, nem dos empréstimos assumidos, nem dos financiamentos, nem da devolução do dinheiro emprestado pelo sócio, através do saque no cheque especial, etc. etc.

Que fazer então para implantar um bom sistema de Fluxo de Caixa?

Existem softwares de prateleira que podem ser adquiridos a baixo custo que satisfazem a sistemática do fluxo, porém, sozinhos não resolvem o problema.

O que fazer então?

Deve-se iniciar pela análise do processo, atrelado às normas e procedimentos se existem e verificar se estão sendo cumpridas.


Enfim, o problema do Fluxo de Caixa pode ser apenas a “ponta do iceberg”, ou seja, atrás dessa situação de uma pequena falta de recursos pode estar uma grande necessidade de melhoria nos processos e nos controles da empresa.

Vez por outra identificamos empresários que dizem não dormir a vários dias, pois só pensava na falta de dinheiro para pagar as contas.

Na análise mais objetiva do problema, verifica-se que o problema dele não era o caixa. As receitas eram boas o suficiente para pagar as despesas e sobrar o lucro, numa linguagem bem popular.

O grande problema dele era operacional, já que a sua equipe não era bem treinada, não era comprometida com a empresa, não era bem selecionada, não era bem supervisionada.

As conseqüências desse cenário são trabalhos atrasados, baixa qualidade dos serviços, retrabalhos, troca constante de colaboradores, etc. etc. etc.

E os compromissos assumidos com matérias primas, impostos, salários, etc. não querem saber disso e vencem quando tem que vencer.

Lógico que o Fluxo de Caixa vai estar ruim, pois sempre vai ter que pagar antes de receber.

Essa reflexão tem o intuito de mostrar que as pequenas e médias empresas deparam com problemas que num primeiro momento podem parecer simplesmente de ordem financeira, mas que, numa analise mais detalhada, podem indicar outros problemas mais complexos e que de verdade são a origem das dificuldades financeiras."

terça-feira, 13 de abril de 2010

Instituto internacional valida taxonomia XBRL brasileira

Fonte: Conselho Federal de Contabildiade

Após alguns meses sob avaliação do Instituto Internacional de XBRL, o Brasil recebeu a validação para utilizar a taxonomia XBRL (na sigla em inglês Extensible Business Reporting Language). A notícia deixou o presidente do Conselho Federal de Contabilidade - CFC, Juarez Domingues Carneiro, bastante otimista quanto a agilidade no processo de implantação do programa nas empresas, o que permite à Entidade dar os primeiros passos para a divulgação e implementação do XBRL, que será coordenada pela Câmara Técnica, cujo vice-presidente é o contador Nelson Mitimasa Jinzengi.

Há dois anos o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do TECSI - Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de São Paulo - USP, já vem trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.

Para o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a linguagem padrão XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo e a constituição de um grupo do Conselho Federal de Contabilidade sobre o assunto é a demonstração clara da importância que a Entidade dá ao tema. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", observa. Neste ano o CFC pretende apoiar um grande evento, a ser realizado em São Paulo, sobre o tema e, em abril, durante o Congresso Mundial do XBRL em Roma reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.

domingo, 11 de abril de 2010

Escolas do pensamento contábil - II

Escola: Administrativa ou Lombarda
Data/Período: Século XIX - (1850)
Objeto de estudo: Administração das Entidades
Personagens: Fracesco Villa/Antônio Tozig
Contribuição: Estudos sobre meios patrimoniais, renda, regime de competência. Outra contribuição foi desvincular a contabilidade do formalismo.
Críticas: A confusão gerada pela aplicação de muitos conceitos.

Escolas do Pensamento Contábil - I

O Destaque é para Escola Contista, considerada por alguns historiadores ainda no período pré-ciêntifico.

Data/Período: Século XVIII
Objeto de estudo: A idéia central foi a fundamentação da mecanismo das contas.
Personagens: Benedetto Contrugli/Luca Pacioli
Contribuição: O processo de escrituração
Críticas: A personificação das contas proposta pelo pesquisador frânces Degrange.