quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma nova era na contabilidade

Fonte: DCI - Data: 16/3/2010

Em dezembro de 2009, o Conselho Federal de Contabilidade emitiu uma resolução estabelecendo um novo padrão contábil para as empresas que não estavam enquadradas na Nova Lei das S.A. (11.638/07).

Com este novo pronunciamento, chega a vez das pequenas e médias empresas harmonizarem seus balanços com as normas internacionais (IFRS).

Se a implantação do IFRS nas grandes companhias não causou os transtornos previstos há dois anos, o mesmo não deve ocorrer com as pequenas e médias.

O primeiro ponto a ser ressaltado é que 90% das empresas brasileiras se encaixam neste perfil.

Também não é demais lembrar que elas são responsáveis por 60% do total de pessoas empregadas no País e por 20% do PIB. Ou seja, a abrangência e impacto são imensuráveis.

O IFRS para Pequenas e Médias Empresas conta com 230 páginas, apenas 10% do destinado às grandes companhias. A adoção não é obrigatória, mas pode trazer inúmeros benefícios às empresas.

A conversão proporcionará a oportunidade de remodelar os negócios com mais transparência para o mercado e até instituindo índices de desempenho.

Os níveis de transparência serão substancialmente maiores, pois os balanços tornarão pública a real saúde financeira e patrimonial das empresas.

Na realidade atual eles são apenas fiscais, portanto não mostram as finanças da empresa para o mercado. Com a elaboração de um balanço societário e passando por uma auditoria, os empresários já vão criando uma cultura de transparência e de governança, o primeiro passo para um crescimento sustentável.

Um balanço dentro dessas regras valida a transparência da companhia, o que hoje é instrumento importantíssimo na busca de parceiros e de crédito.

Temos no Brasil um universo de 400 mil contadores que terão que se adaptar aos novos tempos. É, sem dúvida nenhuma, um desafio de tirar o fôlego e certamente o maior do mundo empresarial em 2010.

A adoção das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros não é meramente um exercício técnico envolvendo o reordenamento de informações e reclassificações nas demonstrações contábeis. A conversão irá desafiar os fundamentos de um modelo de negócios até então existente nas pequenas e médias empresas. Será uma oportunidade ímpar para reexaminar a sua administração através da maneira de reportar os seus gerenciamentos internos.

Isso afetará a maneira como as empresas se apresentam ao mercado. Quem não o fizer, ficará preso em um mundo antigo. Claro que isso aumentará as despesas, mas por outro lado reduzirá a já conhecida fragilidade das pequenas e médias companhias. Gasta-se mais, mas também se ganha em credibilidade. Isso facilitará e diminuirá custos de um financiamento, por exemplo.

Os investidores estrangeiros prezam muito a contabilidade. Estar adaptado a estes padrões ajudará a atrair parcerias, joint ventures e fundos de private equity, por exemplo. Demonstrações contábeis bem elaboradas e que trazem informações importantes, servem como base para a tomada de decisões por bancos, futuros sócios, governo etc.

É um desafio e tanto. Diferente do IFRS para as grandes companhias, ninguém está obrigado a embarcar nessa. Mas quem insistir em ficar estagnado no tempo poderá perder o bonde da história. O mesmo serve para os contadores e auditores. Neste caso, a atualização é mais do que obrigatória. É uma questão de sobrevivência.

Passada esta transição, o Brasil estará em outro patamar. Nossas tão valentes pequenas e médias empresas estarão com os alicerces prontos para sustentar um avanço da economia e grandes taxas de crescimento.

A adaptação pode ser uma fase difícil, mas é necessário atravessá-la, pois o pote de ouro está do outro lado dessa ponte.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Convênio CFC e Fipecafi/USP

Notícias do CFC

Com um total de 24 horas/aula e período de dois meses para a realização, o curso Contabilidade Financeira será constituído por aulas virtuais, exercícios e prova on-line. Haverá acompanhamento de freqüência por meio da tutoria ativa. O certificado será expedido pela Fipecafi. O curso tem conteúdo elaborado pelos professores da USP Sérgio de Iudícibus e José Carlos Marion. Todos os profissionais em dia com os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) poderão se inscrever. O valor do curso é R$ 120,00. Para mais informações acesse o link www.cfc.fipecafi.org

Contabilidade: todo o País terá núcleos de estudo

A vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Maria Clara Cavalcante Bugarim, assumirá a Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon) para gestão até 2014. A primeira medida a ser adotada pela nova presidente é disseminar a academia, criando núcleos de estudos em todos os Estados da Federação.
A profissional tem como principal meta fortalecer a profissão no Brasil, fomentando as discussões e aprimorar os conhecimentos técnicos e científicos sobre a profissão.
“O objetivo é unir todos os conhecimentos do pensamento doutrinário contábil dos estudiosos locais estimulando-os à pesquisa e ao desenvolvimento teórico da profissão, visto que a parte normativa já está determinada por lei e controlada pelos órgãos reguladores”, declarou.
Maria Clara entra mais uma vez para a história das Ciências Contábeis brasileira por ser a primeira mulher a assumir a Abracicon. Ela já havia sido a primeira mulher a assumir, em 2006, a presidência do CFC, o mais alto cargo da contabilidade do País, que faz a representação de mais de 410 mil profissionais atuantes em todo o Brasil.
Fonte: Financial Web

domingo, 14 de março de 2010

Pequenas devem aproveitar IFRS para calcular desempenho

Fonte: FinancialWeb - 12.03.2010

"Segundo a Crowe Horwath RCS, balanços atuais não mostram a realidade financeira da empresa para o mercado

Companhias de capital fechado podem aproveitar a obrigatoriedade do IFRS para pequenas e médias empresas para remodelar os negócios com índices reais de desempenho. O aconselhamento é do diretor da divisão de auditoria da Crowe Horwath RCS, Jairo da Rocha Soares.

O Conselho Federal de Contabilidade publicou informações sobre as novas regras contábeis em dezembro último. A novidades valem já para este ano e representam cerca de 10% de todas as normas verificadas no IFRS voltado para companhias de capital aberto.

“Os níveis de transparência serão substancialmente maiores, pois os balanços tornarão pública a real saúde financeira e patrimonial das empresas”, previu Soares. O executivo explicou que, na realidade atual, os balanços são apenas fiscais, portanto não mostram a realidade financeira da empresa para o mercado.

“Com a elaboração de um balanço societário e passando por uma auditoria, os empresários já vão criando uma cultura de transparência e de governança, o primeiro passo para um crescimento sustentável”, ressaltou. “Um balanço dentro dessas regras valida a transparência da companhia, o que hoje é instrumento importantíssimo na busca de parceiros e de crédito”, continuou.

Dificuldades

No entanto, Soares prevê dificuldades para os contadores brasileiros. Na opinião do auditor, tais regras envolvem um universo representativo de empresas, cerca de 95% das companhias brasileiras.

“Os profissionais precisam se preparar, pois embora as regras tenham sido simplificadas, ainda são bem diferentes das que o País estava acostumado. Este é, sem dúvida, o maior desafio para o mundo empresarial em 2010”, concluiu."

Valor Justo

De acordo com o Art. 183 da Lei 6.404, alterada pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09, o os critérios para mensuração do valor justo:

Matérias-primas e bens do almoxarifado
Preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado

Bens destinados a venda Preço
líquido de realização mediante venda no mercado, deduzido os impostos e demais depesas necessárias para a venda, e a margem de lucro.
Investimentos Valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros

Instrumentos financeiros

Valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independente.

Na ausência de um mercado ativo:

a) Valor que se pode se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares;

b) Valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares;

c) Valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros.