domingo, 7 de março de 2010

Critérios de avaliação do Ativo

De acordo com o art 183 da Lei 6.404/76, alterada pelas leis 11.638/07 e 11.941/09, os critérios de avaliação do Ativo, são:


Aplicações em intrumentos financeiros (Curto e Longo Prazo):
1. Pelo valor justo. Quando se tratar de negociação ou disponível para venda.
2. Pelo valor de aquisição ou de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor de realização, quando este for inferior. Para as demais aplicações e os direitos e títulos de créditos.

Estoques
Pelo custo de aquisição/produção ou mercado, entre os dois o menor. Se o preço de mercado for menor do que o custo, faz-se a provisão para ajuste ao valor de mercado.

Investimentos
1. Relevantes em Sociedade e Coligadas e Controladas.
Serão avaliados pelo preço de custo ajustado pelo método da equivalência patrimonial, ou seja, com base no patrimônio da coligada ou controlada.

2. Investimentos em forma de ações ou quotas que não sejam em Coligadas ou Controladas, ou mesmo os feitos em tais empresas, porém Irrelevantes.
Pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. (a perda tem que ser comprovada como permanente, e que não será modificada em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas)

3. Demais investimentos.
Pelo custo de aquisição, deduzido de provisão às perdas prováveis de realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior.

Imobilizado
Pelo custo de aquisição, deduzido do saldo das respectivas contas da depreciação, amortização ou exaustão.

Diferido
Pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. (Extinto, Como ainda pode ter saldo de acordo com Lei 11.941/09, permanece o critério).

Intangível
Pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização

Direitos
1. Longo Prazo
Serão ajustados a valor presente.

2. Os demais
A justados a valor presente quando houver efeito relevante.

sábado, 6 de março de 2010

A nobre arte de deixar coisas sem fazer

Por: Flávio Martins da Costa

Administrador de Empresas com Pós-Graduação em Org. Sist. e Métodos. Autor dos Livros "Socorro, Não Tenho Tempo!!", "Socorro, Meu Dinheiro Está Sumindo!!" e "Excelência no Atendimento ao Cliente". Foi professor universitário no UNI-BH e do Curso Técnico de Gestão Empresarial do SENAC. Como consultor atua nas áreas de Adm. Geral, Org. e Métodos, Preparação para a Certificação IS0 9000 e Resp. Social, Rec. Humanos, Cargos e Salários e Planej.Estratégico. É instrutor e palestrante, atendendo a entidades como a Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais, SESCOOP/Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e FEDERAMINAS-Fed Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Minas Gerais.

Muitas vezes percebemos que, para realizar nossas atividades diárias, gastamos muito tempo envolvidos com outras que não são as tarefas que nos preocupam mais, as que precisamos prioritariamente fazer. Percebemos que há muita dispersão necessária de tempo, esforços e recurso. Nos preocupamos com isso, tentamos ver o que significa e, alguém, com visão externa do problema, nos dá a resposta: não temos o desempenho adequado porque nos falta "foco".
Foco é algo extremamente necessário para que possamos desempenhar bem nossas atividades pessoais e profissionais. E o que vem a ser foco? De acordo com o dicionário Aurélio, é possível encontrar várias definições para a palavra "Foco, do Latim focu". Mas o que pode facilitar a compreensão do seu sentido é compararmos com a utilidade de uma lanterna à noite. Esse instrumento pode iluminar, mesmo que com pouca qualidade, um espaço maior. Por outro lado e também pode ser regulado para "focar" uma área menor, concentrando todos os seus raios luminosos com mais intensidade, em um único ponto, dando maior visibilidade.
Observa-se, então, que houve maior convergência, o que permitiu melhores resultados. Assim, podemos dizer que foco é o ponto de convergência para o qual se direcionam e se concentram todos os esforços para se ver melhor, solucionar um problema, obter-se um resultado, alcançar um objetivo.
Na vida profissional e pessoal precisamos ter foco. É muito comum as pessoas trabalharem sem se concentrarem no que é mais importante. Muitas vezes realizam diversas atividades ao mesmo tempo, têm esforços dispersos por várias coisas, deixam envolver-se com outras atividades enquanto realizam uma. Tudo isso acaba gerando, atrasos e resultados fracos e diluídos em diversas áreas. Mas se concentram toda sua atenção e sua energia numa área específica de interesse, trabalhando com firmeza, sem dispersar para outras questões, certamente os resultados serão melhores.
"Além da nobre arte de fazer as coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial" - já dizia o provérbio chinês. Se não há foco nas atividades profissionais e nos negócios, a atenção e os esforços ficam perdidos, dispersos, atingindo com menor intensidade diversos pontos e sem finalidade. Dessa forma, não há competência que dê bons resultados. Enquanto realizamos uma tarefa, precisamos deixar de fazer aquilo que não é necessário para ela ou mesmo deixar para depois as atividades importantes para outros objetivos, mas que não irão contribuir para a realização daquela tarefa que é a prioritária naquele momento.
Manter o foco e ser sempre determinado são virtudes fundamentais nos negócios. No plano macro foco na estratégia, foco na qualidade, foco na lucratividade, foco no cliente. Capacidade de determinar prioridades e se concentrar nelas são atitudes necessárias para alcançar o que se pretende. Enfim, todos os esforços devem ser direcionados no objetivo almejado. A falta de planos e foco neles é uma das maiores causas de insucesso profissional e empresarial.
Para se determinar adequadamente o foco e se trabalhar bem com ele é preciso:
- Priorizar: perceber que é mais importante, o que será o foco.
- Estabelecer objetivos claros dentro dessa prioridade.
- Organizar: verificar todos os recursos que serão disponíveis e como eles serão utilizados de forma mais racional.
- Planejar a estratégia adequada: levantar quais serão as atividades e a sequência lógica da realização de cada uma e os correspondentes prazos.
- Compartilhar esse foco com quem pode ajudar a alcançar os resultados esperados, promovendo uma comunicação clara e o engajamento de parceiros.
- Fé: ter pensamentos positivos, acreditando firmemente que tudo vai dar certo e assim obter energias extras.
- Canalizar toda a energia para executar com empenho as atividades que vão levar à concretização do que foi definido.
- Ser persistente, não deixando que eventuais dificuldades o façam desistir.
- Ser disciplinado para cumprir o que se propõe.
- Avaliar os resultados à medida que as tarefas vão sendo cumpridas, considerando as prioridades.
- Corrigir os rumos se necessário.
O foco é uma característica comum às empresas e às pessoas bem sucedidas. Elas tiveram êxito porque traçaram objetivos e concentram neles todos os seus esforços de forma determinada. Com isso alcançaram os resultados esperados.
Determine o seu foco, organize as suas ações, aja com determinação e tenha pensamentos positivos. Você vai ver que os esforços serão sempre mais bem aproveitados e os resultados certamente serão sempre melhores.

terça-feira, 2 de março de 2010

Será dessa vez?

Fonte: Financialweb
01.03.2009


Órgão comunica proposta dias após de Iasb jogar a toalha no que diz respeito à convergência mundial

Dias depois de o International Accounting Standards Board (Iasb) jogar a toalha no processo de universalização das regras contábeis internacionais, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission, em inglês), anunciou por meio de comunicado projeto que deve obrigar companhias de capital aberto daquele país a operar com base no IFRS ate 2014.
A decisão foi tomada por uma votação, por cinco votos a zero. O prazo pode ser revisto. Em 2008, a SEC propôs um guia para deixar que as companhias com valor de mercado acima de US$ 700 milhões abandonem os padrões do US Gaap até 2014.

O Iasb é o órgão mais representativo internacionalmente no que diz respeito a contabilidade, com cerca de cem países adotando suas indicações. No Brasil, as demonstrações contábeis dentro do modelo internacional são obrigatórias a partir de 2010, tendo 2009 ajustado para base comparativa. O órgão foi nomeado pelo G-20 para supervisionar o desenvolvimento de um único padrão contábil de alta qualidade até meados de 2011.

Já o Fasb, seu par norte-americano, é responsável pela confecção das regras nos Estados Unidos, chamadas US Gaap. A ideia, portanto, era produzir uma nova modelagem, incluindo ambas as considerações em um processo de convergência mundial.

Contabilidade: convergência mundial não deslancha

Fonte: Financialweb

Europeu Iasb e norte-americano Fasb não chegam a consenso sobre normas

O que era para ser a universalização das normas contábeis acabou por se tornar um tiro n’água. O órgão europeu International Accounting Standards Board (Iasb), responsável pela confecção das regras do IFRS, desentendeu-se com o norte-americano Financial Accounting Standards Board (Fasb) no processo de unificação estipulado pela Europa e Estados Unidos. A decisão for informada em comunicado ao mercado.

O Iasb é o órgão mais representativo internacionalmente no que diz respeito a contabilidade, com cerca de cem países adotando suas indicações. No Brasil, as demonstrações contábeis dentro do modelo internacional são obrigatórias a partir de 2010, tendo 2009 ajustado para base comparativa. O órgão foi nomeado pelo G-20 para supervisionar o desenvolvimento de um único padrão contábil de alta qualidade até meados de 2011.

Já o Fasb, seu par norte-americano, é responsável pela confecção das regras nos Estados Unidos, chamadas US Gaap. A ideia, portanto, era produzir uma nova modelagem, incluindo ambas as considerações em um processo de convergência mundial.

Essa proposta já é antiga, mas sua estruturação ocorreu ano passado, por meio da publicação de um documento, com metas e datas. A ideia, à época, era de que várias regras fossem apresentadas entre este ano e 2011.

Conforme a reportagem do Financial Times, algumas autoridades reguladoras e investidores desses países andavam frustrados com a percepção de que o conselho do Iasb estaria dando prioridade máxima à convergência com os EUA, deixando em segundo plano os interesses das partes que já adotaram o padrão IFRS.

A SEC discute a adesão ao IFRS há um ano. Em 7 de agosto de 2007, publicou um documento (concept release) no qual discutia se companhias americanas de capital aberto deveriam ter a opção de preparar suas demonstrações financeiras em IFRS de acordo com as normas do IFRS.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Projeto de lei revisará profissionalização contábil

Finalmente...


O Ministério da Previdência Social encaminhará ao Congresso um projeto de lei para revisar as regras que regem a profissão da classe contábil. A informação foi passada pelo responsável pela pasta, José Pimentel, na última semana durante evento no Conselho Federal de Contabilidade.

Conforme o conselho, a reformulação da Lei de Regência - Decreto-Lei nº 9.295/46 - é uma antiga aspiração da classe, que conta com 417 mil representantes no Brasil.

Fonte: Financialweb - 01/03/2010